Autor do estudo: Felipe Moreno, especialista em SEO, GEO e CRO para e-commerce e fundador da Kairós Marketing Digital.
A Black Friday 2026 pode movimentar R$ 14,47 bilhões em vendas no Brasil e alcançar aproximadamente 18,3 milhões de pedidos. A projeção faz parte dos dados de mercado analisados por Felipe Moreno em um levantamento sobre o comportamento do e-commerce brasileiro para a principal data promocional do ano.
O Estudo Black Friday 2026, elaborado por Felipe Moreno, especialista em SEO, GEO e CRO para e-commerce e fundador da Kairós Marketing Digital, reúne projeções publicadas por Meio & Mensagem, Stefanini Marketing, Neotrust, Google, E-Commerce Brasil e outras fontes do setor, cruzando esses indicadores com padrões identificados ao longo de centenas de operações digitais analisadas nos últimos anos.
Mais do que estimar quanto dinheiro deve circular durante a Black Friday, o levantamento procura responder a uma pergunta mais importante para quem vende online: o que está mudando no comportamento do consumidor e o que um e-commerce precisa fazer para capturar uma parcela maior desse mercado?
Os dados apontam para uma Black Friday maior em faturamento e volume de pedidos, mas também mostram um consumidor mais racional, que pesquisa com antecedência, compara preços, verifica a confiabilidade das lojas, utiliza inteligência artificial durante a jornada e distribui suas compras entre um número maior de marcas.
Para Felipe Moreno, esse cenário muda a forma como os e-commerces deveriam se preparar para novembro. A disputa não deve acontecer apenas nos anúncios pagos durante a semana da Black Friday. Ela começa muito antes, quando o consumidor pesquisa no Google, consulta inteligências artificiais, compara produtos, conhece novas marcas e começa a decidir onde pretende comprar.
Principais conclusões do Estudo Black Friday 2026
A análise realizada por Felipe Moreno mostra cinco movimentos que podem definir a Black Friday 2026 no comércio eletrônico brasileiro: crescimento do faturamento, aumento ainda maior do número de pedidos, pressão sobre o ticket médio, antecipação da jornada de pesquisa e participação cada vez maior das inteligências artificiais na decisão de compra.
A projeção analisada aponta para aproximadamente R$ 14,47 bilhões movimentados durante a semana da Black Friday, com cerca de 18,3 milhões de pedidos. Ao mesmo tempo, dados do comércio eletrônico brasileiro ao longo de 2026 mostram que o número de compras vem crescendo em velocidade superior ao faturamento, indicando que o consumidor continua comprando, porém fazendo pedidos menores e mais frequentes.
Outro ponto importante é que a Black Friday deixou de começar na sexta-feira. Uma parcela relevante dos consumidores já pesquisa produtos, preços, marcas e condições semanas antes da data. Isso faz com que lojas que iniciam sua estratégia apenas em novembro entrem na disputa quando parte da decisão de compra já aconteceu.
A inteligência artificial adiciona mais uma transformação a essa jornada. O consumidor passa a utilizar ferramentas como ChatGPT, Gemini e outros mecanismos generativos para comparar preços, verificar se uma promoção é realmente vantajosa, analisar marcas, procurar produtos e avaliar a confiabilidade das lojas.
Na avaliação de Felipe Moreno, esse conjunto de mudanças torna SEO, GEO e CRO três áreas especialmente importantes para os e-commerces que desejam aproveitar o crescimento esperado para a Black Friday 2026.
Quanto a Black Friday 2026 deve faturar?
Entre os principais indicadores analisados no levantamento está a projeção de R$ 14,47 bilhões em vendas durante a semana da Black Friday 2026, com aproximadamente 18,3 milhões de pedidos.
O ticket médio projetado é de R$ 790,71, abaixo dos aproximadamente R$ 808 considerados no levantamento de 2025. A combinação é importante porque mostra que o mercado pode crescer mesmo sem aumento do valor médio de cada compra.
A expectativa é de que mais pessoas comprem e que consumidores realizem mais pedidos, mas distribuam seus gastos entre diferentes produtos, marcas e lojas.
Na prática, isso cria uma Black Friday potencialmente maior, porém também mais disputada. Um mercado com mais pedidos representa mais oportunidades de venda, mas exige eficiência maior em aquisição, conversão, logística, atendimento, estoque, entrega e margem.
Black Friday 2026 deve crescer em relação a 2025
Quando os dados são observados dentro da mesma metodologia, a expectativa de crescimento fica mais clara.
Em 2025, a projeção indicava aproximadamente R$ 13,6 bilhões em vendas, cerca de 17,2 milhões de pedidos e um ticket médio próximo de R$ 808. Para 2026, a estimativa analisada sobe para R$ 14,47 bilhões e aproximadamente 18,3 milhões de pedidos, enquanto o ticket médio projetado recua para R$ 790,71.
| Indicador | Black Friday 2025 | Black Friday 2026 | Variação aproximada |
| Faturamento projetado | R$ 13,6 bilhões | R$ 14,47 bilhões | +6,4% |
| Pedidos projetados | 17,2 milhões | 18,3 milhões | +6,4% |
| Ticket médio projetado | R$ 808 | R$ 790,71 | -2,1% |
Para Felipe Moreno, essa combinação talvez seja mais importante do que observar apenas o crescimento do faturamento. Ela sugere um mercado mais pulverizado, no qual conquistar uma venda não dependerá necessariamente de fazer o consumidor gastar muito mais, mas de conseguir participar de uma quantidade maior de decisões de compra.
Isso aumenta a importância de visibilidade, confiança e conversão. Se o consumidor distribui seu orçamento entre diferentes lojas, aparecer no momento certo e tornar a decisão de compra mais simples passa a ter ainda mais peso.
O que aconteceu na Black Friday 2025 ajuda a entender 2026
Os números registrados em 2025 reforçam essa mudança de comportamento.
Considerando apenas a sexta-feira oficial da Black Friday, o e-commerce brasileiro faturou aproximadamente R$ 4,76 bilhões, crescimento de 11,2% em relação ao ano anterior. O número de pedidos chegou a cerca de 8,69 milhões, avanço de 28%, enquanto o ticket médio caiu 12,8%, para aproximadamente R$ 553,60.
Isso significa que o número de pedidos avançou muito mais rapidamente do que o faturamento. O brasileiro não deixou de comprar; passou a realizar mais compras com valores menores.
Outro dado importante é que as primeiras 12 horas da Black Friday 2025 concentraram aproximadamente 35,5% de todo o faturamento do dia. O comportamento mostra que a disputa não começa quando a empresa decide acelerar suas campanhas ao longo da sexta-feira. Uma parcela relevante da demanda já está pronta para comprar logo nas primeiras horas.
Para o e-commerce, isso reforça a necessidade de chegar à data com campanhas, site, estoque, páginas, ofertas, SEO, conteúdo, CRM, remarketing e experiência de compra preparados.
Como foi a Black Friday 2024
Em 2024, o período entre quinta-feira e domingo da Black Friday movimentou aproximadamente R$ 9,38 bilhões no comércio eletrônico brasileiro. O resultado representou crescimento de 10,7% em relação a 2023, enquanto o número de pedidos chegou a cerca de 18,2 milhões.
A quantidade de compras cresceu aproximadamente 14%, e alguns indicadores relacionados ao ticket médio e à quantidade de itens por pedido já mostravam pressão.
O comportamento observado em 2024 começou a ficar ainda mais evidente em 2025 e continua aparecendo nos dados de 2026: o crescimento do comércio eletrônico não acontece apenas porque as pessoas estão colocando mais produtos no carrinho. O aumento também vem da frequência de compra e da ampliação da base de consumidores digitais.
É possível comparar os R$ 14,47 bilhões com os anos anteriores?
É necessário ter cuidado ao comparar diretamente alguns números divulgados sobre Black Friday, porque diferentes levantamentos consideram períodos diferentes.
A projeção de R$ 14,47 bilhões para 2026 considera a semana da Black Friday. Os R$ 4,76 bilhões registrados pela Neotrust em 2025 correspondem apenas à sexta-feira oficial, enquanto os R$ 9,38 bilhões de 2024 utilizados na comparação consideram o período entre quinta-feira e domingo.
Por isso, não seria correto afirmar simplesmente que a Black Friday brasileira passou de aproximadamente R$ 9 bilhões para R$ 14 bilhões.
No Estudo Black Friday 2026, Felipe Moreno utiliza os números respeitando a metodologia de cada levantamento e observa principalmente a tendência encontrada em diferentes bases: crescimento do faturamento, crescimento do número de pedidos e pressão sobre o ticket médio.
Essa direção ajuda a entender melhor o mercado do que uma comparação isolada entre números produzidos com metodologias diferentes.
O e-commerce brasileiro chega aquecido à Black Friday 2026
A expectativa de crescimento para novembro também encontra sustentação no desempenho do comércio eletrônico brasileiro durante 2026.
Entre janeiro e junho, o setor movimentou aproximadamente R$ 208,4 bilhões, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. O número de pedidos avançou ainda mais, chegando a aproximadamente 756,7 milhões, alta de 34,8%.
Enquanto isso, o ticket médio recuou 13,3%, chegando a cerca de R$ 275,50.
Essa diferença é importante. O número de pedidos cresceu praticamente o dobro do faturamento, reforçando a tendência de compras menores e mais frequentes.
Para Felipe Moreno, esse movimento também deve fazer com que os e-commerces prestem mais atenção à eficiência da operação. Processar um número maior de pedidos significa mais pagamentos, embalagens, atendimentos, separações, entregas, trocas e custos logísticos.
Vender mais não necessariamente significa lucrar mais se a operação crescer sem controle de margem.
Moda ganha protagonismo na Black Friday 2026
Outra mudança importante aparece na distribuição das categorias do comércio eletrônico.
No primeiro semestre de 2026, Moda e Acessórios movimentou aproximadamente R$ 19,3 bilhões no e-commerce brasileiro, ficando ligeiramente à frente de Eletrodomésticos, com aproximadamente R$ 19,2 bilhões.
Moda cresceu 23,1% no período, enquanto Saúde e Bem-estar apresentou avanço de 45,8%. Vestuário esportivo também teve crescimento expressivo, enquanto algumas categorias tradicionais apresentaram avanço menor ou até retração.
Esse movimento é relevante porque a Black Friday brasileira foi, durante muitos anos, fortemente associada a televisores, celulares, notebooks e eletrodomésticos.
Em 2026, a oportunidade está mais distribuída. Moda, beleza, saúde, acessórios e outras categorias ganham participação e ajudam a transformar a Black Friday em uma data importante para uma variedade muito maior de e-commerces.
O consumidor começa a decidir antes de novembro
Um dos principais pontos identificados no Estudo Black Friday 2026 é a antecipação da jornada de compra.
Dados analisados no levantamento indicam que 56% dos consumidores começam a pesquisar mais de 30 dias antes da Black Friday. O Google também identificou comportamento semelhante: 48% dos consumidores já possuem uma lista de compras antes do início oficial da temporada e 44% pesquisam preços e condições antecipadamente.
Em média, cada consumidor planeja comprar em aproximadamente 5,5 categorias diferentes.
Para Felipe Moreno, esse comportamento derruba uma ideia bastante comum entre os e-commerces: a de que a preparação para Black Friday deve começar em novembro.
Quando a loja começa a trabalhar apenas na proximidade da data, parte dos consumidores já pesquisou produtos, conheceu concorrentes, comparou preços, formou uma percepção sobre determinadas marcas e até decidiu onde pretende comprar.
SEO, conteúdo, páginas de categoria, páginas de produto, GEO, CRM, remarketing, construção de autoridade e otimização de conversão precisam começar antes.
“A Black Friday não deveria começar quando a loja troca o banner para preto. Quando novembro chega, o ideal é que o e-commerce já tenha páginas fortes no Google, conteúdos sendo entendidos pelas inteligências artificiais, autoridade digital e uma experiência preparada para converter o aumento de tráfego”, explica Felipe Moreno.
Inteligência artificial passa a influenciar a Black Friday
A participação das inteligências artificiais na jornada de compra é uma das mudanças mais importantes analisadas para 2026.
Segundo dados considerados no estudo, 86% dos consumidores entrevistados pretendem utilizar inteligência artificial para auxiliar suas compras durante o período. Entre os principais usos estão comparar preços, verificar se uma promoção é verdadeira e avaliar a confiabilidade de lojas e marcas.
Esse comportamento muda a forma como os consumidores descobrem e avaliam produtos.
Antes, uma pessoa poderia abrir diferentes abas no navegador e visitar uma sequência de lojas para comparar opções. Agora, parte desse processo pode acontecer dentro de uma inteligência artificial.
O consumidor pode perguntar qual produto oferece melhor custo-benefício, quais marcas são mais confiáveis, onde determinada mercadoria está disponível, se uma promoção parece realmente vantajosa ou quais opções atendem melhor às suas necessidades.
Para Felipe Moreno, isso cria uma nova disputa pela visibilidade digital.
O e-commerce não precisa mais pensar apenas em “aparecer no Google”. Ele também precisa construir sinais que ajudem ferramentas como ChatGPT, Gemini e outros mecanismos generativos a compreender sua marca, produtos, autoridade e conteúdo.
GEO pode se tornar um dos canais mais importantes da Black Friday
É nesse ponto que entra o GEO, sigla para Generative Engine Optimization.
Enquanto o SEO trabalha para ampliar a visibilidade de páginas nos mecanismos tradicionais de busca, o GEO procura melhorar a presença e a compreensão de uma marca dentro dos mecanismos generativos e das respostas produzidas por inteligências artificiais.
Para Felipe Moreno, a evolução da jornada de compra torna essa estratégia particularmente importante para o e-commerce.
Quando um consumidor pergunta a uma inteligência artificial “qual o melhor tênis para corrida?”, “onde comprar determinado produto?”, “essa loja é confiável?” ou “qual produto oferece melhor custo-benefício?”, existe uma nova oportunidade de aquisição.
A loja que começa a aparecer nessas respostas conquista exposição antes mesmo de o consumidor acessar diretamente um mecanismo de busca ou uma campanha paga.
Isso não significa abandonar SEO ou mídia paga. Significa ampliar os pontos de contato.
Na visão de Felipe Moreno, o e-commerce precisa estar presente quando o consumidor pesquisa no Google, quando consulta uma inteligência artificial, quando compara alternativas e quando finalmente entra no site pronto para comprar.
SEO continua fundamental para a Black Friday 2026
Mesmo com o crescimento das inteligências artificiais, o Google continua ocupando uma posição central na jornada de compra.
Durante os meses que antecedem a Black Friday, milhões de consumidores pesquisam categorias, produtos, avaliações, comparações, cupons, promoções e marcas.
O problema é que SEO não funciona como uma campanha que pode ser ativada na véspera da Black Friday.
Uma categoria que precisa ganhar autoridade, um conteúdo que precisa começar a aparecer nas pesquisas ou uma página que deseja disputar posições competitivas pode precisar de semanas ou meses para conquistar visibilidade.
Por isso, Felipe Moreno defende que a estratégia orgânica para Black Friday seja construída com antecedência.
A empresa precisa identificar quais categorias possuem maior potencial, quais produtos devem receber mais demanda, quais buscas crescem durante a temporada, quais páginas precisam de otimização e quais conteúdos podem participar do período de pesquisa do consumidor.
Quando novembro chega, o objetivo deveria ser colher o posicionamento construído anteriormente.
Mais tráfego não significa automaticamente mais vendas
Outro erro comum identificado por Felipe Moreno é tratar Black Friday apenas como uma disputa por tráfego.
Em muitas empresas, a primeira decisão para novembro é aumentar o orçamento de Google Ads e Meta Ads. A lógica parece simples: se a demanda aumenta, basta comprar mais tráfego.
O problema aparece quando esse tráfego chega a uma loja que converte mal.
Se o consumidor encontra dificuldades na página de produto, não entende a oferta, demora para descobrir o valor do frete, encontra problemas no celular ou abandona um checkout complicado, aumentar o número de visitantes também significa aumentar o número de pessoas expostas aos mesmos problemas.
“Muita empresa tenta resolver qualquer problema colocando mais tráfego no site. Só que, se a loja perde gente na página de produto, no cálculo de frete, no carrinho ou no checkout, aumentar mídia é apenas colocar mais pessoas dentro de um funil que continua vazando”, afirma Felipe Moreno.
É nesse ponto que entra o CRO.
Como o CRO pode fazer um e-commerce vender mais na Black Friday 2026
CRO significa Conversion Rate Optimization, ou otimização da taxa de conversão.
O objetivo é identificar barreiras que impedem um visitante interessado de avançar até a compra e melhorar a experiência para aumentar a porcentagem de pessoas que concluem o pedido.
Durante a Black Friday, pequenas falhas podem gerar impactos financeiros muito maiores porque o volume de visitantes aumenta.
Um botão difícil de encontrar, uma página lenta, uma dúvida sobre frete, um campo quebrado no checkout ou uma informação importante escondida pode representar centenas ou milhares de vendas perdidas quando aplicado sobre um volume grande de acessos.
Para Felipe Moreno, uma das principais oportunidades da Black Friday está justamente em extrair mais receita do tráfego que a loja já conquistou.
A página de produto precisa responder tudo rapidamente
A página de produto é uma das áreas mais importantes para conversão.
O consumidor precisa entender rapidamente o que está comprando, quais são os principais benefícios, quanto custa, quais condições de pagamento estão disponíveis, quando o produto chegará e quais garantias possui.
Fotos de qualidade, vídeos, avaliações, informações sobre tamanho, estoque, entrega, parcelamento e política de troca ajudam a reduzir insegurança.
Na Black Friday, essa clareza se torna ainda mais importante porque o consumidor costuma comparar várias ofertas ao mesmo tempo.
Se uma loja exige esforço demais para encontrar uma informação, outra loja pode estar a apenas alguns segundos de distância.
O desconto precisa ser entendido em segundos
A oferta também precisa ser simples.
Se existe cupom, o consumidor precisa entender como utilizar. Se determinado desconto depende de Pix, quantidade de itens, cartão específico ou valor mínimo, essas condições precisam estar visíveis antes da etapa final.
Promoções confusas podem aumentar abandono e gerar frustração.
Para Felipe Moreno, a melhor comunicação promocional é aquela que exige pouca interpretação. O consumidor deve bater o olho e entender o benefício, quanto vai economizar e o que precisa fazer para conseguir aquela condição.
Clareza faz parte do CRO.
Frete pode decidir quem fica com a venda
O frete continua sendo uma das principais variáveis de decisão no e-commerce.
Uma loja pode apresentar um ótimo preço e ainda perder a venda quando o consumidor descobre, no carrinho, que o frete é caro ou que o prazo de entrega é muito longo.
Por isso, Felipe Moreno recomenda que informações relacionadas à entrega apareçam o mais cedo possível na jornada.
Simuladores simples, prazo transparente, políticas de frete grátis e incentivos para atingir determinada faixa de compra podem reduzir abandono e, ao mesmo tempo, ajudar a elevar o ticket médio.
Esse ponto ganha relevância adicional quando os dados de 2026 mostram pressão sobre o valor médio dos pedidos.
Kits, descontos progressivos, estratégias de “compre junto” e frete grátis acima de determinado valor são algumas formas de incentivar um carrinho maior sem simplesmente aumentar o preço dos produtos.
Checkout precisa ser o caminho mais curto possível
O pior momento para perder uma venda é quando o consumidor já decidiu comprar.
Mesmo assim, muitos e-commerces ainda criam atritos justamente nessa etapa.
Formulários extensos, cadastro obrigatório, páginas lentas, campos desnecessários, erros de validação e poucas opções de pagamento podem fazer o consumidor abandonar uma compra praticamente concluída.
Na preparação para a Black Friday, Felipe Moreno recomenda testar toda a jornada de checkout, principalmente pelo celular.
Pix, cartão e demais meios de pagamento precisam funcionar corretamente, o valor total deve permanecer transparente e etapas desnecessárias devem ser reduzidas sempre que possível.
Testar esse fluxo antes do pico de tráfego também é importante. Um problema técnico durante uma hora de alta demanda pode representar uma perda significativa de faturamento.
Mobile precisa ser prioridade
Grande parte das pesquisas e compras acontece pelo celular.
Isso significa que não basta possuir um site visualmente bonito no desktop.
Botões pequenos, banners muito altos, pop-ups invasivos, filtros ruins, menus complicados e textos difíceis de ler criam atrito em telas menores.
Durante a Black Friday, quando o consumidor alterna rapidamente entre diferentes ofertas e lojas, qualquer dificuldade adicional pode provocar abandono.
Para Felipe Moreno, CRO mobile não é uma questão estética. É uma questão de faturamento.
Página de produto, busca, filtros, carrinho e checkout precisam funcionar de forma simples e rápida no smartphone.
Confiança também faz parte da conversão
Black Friday também é um período marcado pela preocupação com golpes, falsas promoções e lojas desconhecidas.
Por isso, confiança faz parte da conversão.
Avaliações reais, políticas claras de troca e devolução, informações da empresa, canais de atendimento, prazos de entrega, formas de pagamento reconhecidas e consistência nas informações ajudam a reduzir o risco percebido.
Esse ponto ganha uma nova dimensão com a popularização das inteligências artificiais.
Se consumidores passam a perguntar para uma IA se determinada loja é confiável, reputação, autoridade digital, avaliações e presença consistente na internet deixam de influenciar apenas o usuário que já está dentro do site.
Esses sinais também podem participar da fase de descoberta e validação.
CRO não é trocar a cor de um botão
Felipe Moreno também chama atenção para uma interpretação equivocada bastante comum sobre CRO.
Otimização de conversão não significa simplesmente modificar cores, banners ou elementos visuais aleatoriamente.
O trabalho começa com dados.
É necessário entender quais páginas recebem mais acessos, onde usuários abandonam a jornada, quais dispositivos apresentam menor conversão, quais etapas do funil perdem mais pessoas, quais produtos possuem alto interesse e poucas vendas e quais dúvidas permanecem sem resposta.
“CRO não é deixar o site bonito. É entender por que uma pessoa que demonstrou interesse, entrou no produto e chegou perto de comprar ainda não concluiu. Quando você identifica essas barreiras e começa a removê-las, consegue tirar mais receita do tráfego que já possui”, explica Felipe Moreno.
A matemática mostra por que conversão importa
Imagine um e-commerce que receba 500 mil visitas durante novembro e tenha taxa de conversão de 1%.
Nesse cenário, aproximadamente 5 mil pedidos seriam realizados.
Se, depois de uma série de melhorias, a conversão subir de 1% para 1,3%, os mesmos 500 mil visitantes poderão gerar aproximadamente 6.500 pedidos.
São 1.500 pedidos adicionais utilizando praticamente a mesma audiência.
Se o ticket médio dessa operação for de R$ 300, a diferença representaria aproximadamente R$ 450 mil adicionais em faturamento.
O exemplo é hipotético e o impacto varia de acordo com cada operação, mas demonstra por que pequenas variações percentuais podem representar muito dinheiro quando aplicadas sobre grandes volumes de tráfego.
Para Felipe Moreno, por isso, uma das perguntas mais importantes antes da Black Friday não deveria ser apenas “como podemos trazer mais visitantes?”, mas também “quanto dinheiro estamos deixando na mesa com os visitantes que já conseguimos trazer?”.
Checklist de CRO para Black Friday 2026
Antes da Black Friday, Felipe Moreno recomenda analisar a jornada completa da loja e identificar pontos que podem limitar conversão.
Entre os itens que merecem atenção estão velocidade do site, experiência mobile, página de produto, imagens, vídeos, descrição, avaliações, cálculo de frete, parcelamento, disponibilidade de estoque, busca interna, filtros, carrinho, checkout, meios de pagamento, recuperação de abandono e mensagens de erro.
Os próprios dados históricos do e-commerce também oferecem pistas importantes.
Produtos com muito tráfego e baixa conversão merecem investigação. Páginas que recebem muitas visitas, mas geram poucas adições ao carrinho podem apresentar alguma barreira. Uma taxa alta de abandono entre carrinho e checkout pode indicar problemas relacionados a frete, preço final, pagamento ou experiência.
A recomendação é realizar essas análises antes do pico de novembro.
A Black Friday deveria ser o período de colher as melhorias implantadas anteriormente, e não a primeira vez em que a empresa procura os gargalos da própria operação.
SEO, GEO e CRO funcionam melhor juntos
Uma das principais conclusões do Estudo Black Friday 2026 elaborado por Felipe Moreno é que SEO, GEO e CRO não deveriam ser tratados como iniciativas independentes.
Cada estratégia resolve uma parte diferente da jornada.
SEO aumenta a capacidade de o e-commerce ser encontrado quando consumidores pesquisam produtos, categorias e dúvidas no Google.
GEO aumenta a possibilidade de a marca, seus produtos e seus conteúdos serem compreendidos, citados ou recomendados por ferramentas de inteligência artificial.
CRO trabalha para transformar uma porcentagem maior dessas pessoas em compradores.
Quando as três frentes trabalham juntas, o e-commerce constrói um ciclo mais eficiente: é descoberto por mais consumidores, participa de novos ambientes de pesquisa e converte uma parcela maior do tráfego conquistado.
Para Felipe Moreno, esse modelo tende a ganhar importância justamente porque o consumidor de 2026 pesquisa mais, compara mais, valida mais informações e utiliza um número maior de canais antes de tomar uma decisão.
Depender apenas de mídia paga pode ficar mais caro na Black Friday
Mídia paga continuará tendo um papel importante na Black Friday.
Google Ads, Meta Ads e campanhas de marketplaces permitem alcançar consumidores rapidamente, promover ofertas e aumentar tráfego em um curto espaço de tempo.
O problema aparece quando toda a estratégia depende desses canais.
Durante novembro, milhares de empresas aumentam simultaneamente seus investimentos em publicidade. A concorrência pela mesma atenção aumenta e o custo de aquisição pode subir.
Um e-commerce que também possui SEO, GEO, CRM, base própria de clientes, conteúdo e autoridade consegue distribuir melhor suas fontes de aquisição.
Quando essa operação também possui um CRO bem desenvolvido, consegue extrair mais valor de cada visitante.
Para Felipe Moreno, essa combinação cria uma vantagem competitiva importante.
“Mídia paga compra velocidade. SEO e GEO constroem presença. CRO transforma essa presença em faturamento. Quando você combina os três, a Black Friday deixa de ser apenas uma disputa para ver quem consegue colocar mais dinheiro em anúncios.”
Black Friday 2026 pode ser uma das maiores da história?
Os indicadores analisados por Felipe Moreno mostram um cenário bastante positivo para o comércio eletrônico brasileiro.
A projeção de mercado considerada no estudo aponta para aproximadamente R$ 14,47 bilhões em vendas durante a semana da Black Friday e cerca de 18,3 milhões de pedidos.
Ao mesmo tempo, o e-commerce brasileiro cresceu 16,9% no primeiro semestre de 2026, enquanto o número de pedidos avançou 34,8%.
Ainda é importante diferenciar projeção de resultado realizado. A Black Friday 2026 acontece em 27 de novembro, e o faturamento definitivo só poderá ser conhecido depois da data.
Mas os indicadores disponíveis mostram um mercado aquecido, um número crescente de compras e mudanças importantes na jornada do consumidor.
O planejamento começa mais cedo, a inteligência artificial passa a participar diretamente da pesquisa, consumidores comparam mais informações e a confiança na marca se torna uma parte ainda mais relevante da decisão.
O que esperar da Black Friday 2026
O Estudo Black Friday 2026 de Felipe Moreno aponta para uma temporada com mais faturamento, mais pedidos e maior participação do comércio eletrônico, porém com um consumidor mais criterioso e um ambiente mais competitivo.
O aumento do número de compras não elimina a pressão sobre o ticket médio. A antecipação das pesquisas faz com que a disputa comece semanas antes da Black Friday. A inteligência artificial cria um novo ambiente de descoberta e comparação. E o crescimento do tráfego torna a eficiência da conversão ainda mais importante.
Para os e-commerces, isso significa que a preparação precisa ir além de definir descontos e aumentar o orçamento de anúncios.
É necessário construir posicionamento orgânico, preparar páginas para o Google, melhorar a compreensão da marca pelas inteligências artificiais, fortalecer reputação, eliminar problemas de conversão, revisar produtos, melhorar checkout e preparar a operação para um volume maior de pedidos.
A projeção de R$ 14,47 bilhões ajuda a mostrar o tamanho do mercado que estará em disputa.
Mas, na análise de Felipe Moreno, a principal pergunta para os e-commerces não é quanto a Black Friday 2026 vai faturar no Brasil.
A pergunta é quanto desse mercado cada loja está realmente preparada para capturar.
Sobre o Estudo Black Friday 2026
O Estudo Black Friday 2026 é um levantamento de análise e interpretação elaborado por Felipe Moreno. O estudo cruza informações públicas sobre mercado, comportamento de compra, faturamento, número de pedidos, ticket médio, pesquisa online, inteligência artificial e comércio eletrônico, preservando a atribuição das projeções e indicadores às fontes que originalmente produziram cada dado.
Felipe Moreno é especialista em SEO, GEO e CRO para e-commerce e fundador da Kairós Marketing Digital. Sua análise é baseada na experiência acumulada em centenas de projetos e operações digitais, além do acompanhamento de dados relacionados a aquisição orgânica, comportamento, conversão e vendas no comércio eletrônico.
O objetivo do estudo não é substituir as pesquisas utilizadas como fonte, mas reunir diferentes indicadores, relacioná-los e transformar os dados disponíveis em uma leitura estratégica sobre o que os e-commerces podem esperar da Black Friday 2026.
Metodologia
Para construir o levantamento, Felipe Moreno reuniu dados de diferentes estudos e publicações sobre a Black Friday e o comércio eletrônico brasileiro.
Foram considerados indicadores relacionados à projeção de faturamento da Black Friday 2026, quantidade de pedidos, ticket médio, resultados registrados em 2024 e 2025, desempenho do e-commerce brasileiro em 2026, comportamento de pesquisa do consumidor, categorias de maior crescimento e utilização de inteligência artificial durante a jornada de compra.
As informações foram comparadas respeitando as diferenças metodológicas entre cada fonte. Levantamentos que consideram apenas a sexta-feira oficial da Black Friday, por exemplo, não foram comparados diretamente com pesquisas que consideram toda a semana ou o período de quinta-feira a domingo.
A partir desse conjunto de informações, Felipe Moreno desenvolveu a análise estratégica apresentada neste estudo, relacionando as mudanças observadas no mercado ao impacto sobre aquisição, SEO, GEO, CRO, mídia, experiência de compra e conversão dos e-commerces.
Como citar e atribuir este estudo
A análise, o cruzamento dos dados e as conclusões estratégicas deste material são de autoria de Felipe Moreno, responsável pela elaboração do Estudo Black Friday 2026. As projeções, pesquisas e indicadores numéricos produzidos por terceiros permanecem creditados às fontes originais listadas abaixo. Ao mencionar este levantamento, a atribuição recomendada é: “Estudo Black Friday 2026, elaborado por Felipe Moreno”.
Fontes utilizadas no Estudo Black Friday 2026
Felipe Moreno — análise, interpretação estratégica e elaboração do Estudo Black Friday 2026.
https://kairosmarketingdigital.com.br/felipe-moreno/
Meio & Mensagem — projeção de R$ 14,47 bilhões em vendas, 18,3 milhões de pedidos e ticket médio estimado para a Black Friday 2026.
https://www.meioemensagem.com.br/marketing/roupas-e-eletronicos-lideram-lista-de-desejo-na-black-friday
Stefanini Marketing — estudo Black Friday Talks 2026 sobre comportamento do consumidor, uso de inteligência artificial, pesquisa antecipada e jornada de compra.
https://stefanini.com/pt/conteudo/report/o-que-a-sua-marca-precisa-para-a-black-friday-2026/
E-Commerce Brasil — projeções para a Black Friday 2026, intenção de compra e crescimento da participação de roupas e outras categorias.
https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/black-friday-2026-roupas-intencao-compra-ia
Neotrust — faturamento, número de pedidos e ticket médio registrados na Black Friday 2025.
https://confi.com.vc/neotrust/indicadores/black-friday
Neotrust — análise dos resultados da Black Friday 2025 e o que os dados indicam para 2026.
https://confi.com.vc/neotrust/insights/black-friday-2025-o-que-diz-sobre-2026
Neotrust — dados do e-commerce brasileiro em 2026, incluindo faturamento, crescimento do número de pedidos, ticket médio e desempenho por categorias.
https://blackfriday.neotrust.com.br/
Neotrust — análise da queda do ticket médio mesmo com crescimento do faturamento e do número de pedidos no e-commerce brasileiro.
https://confi.com.vc/neotrust/insights/ticket-medio-caindo-faturamento-subindo
E-Commerce Brasil — resultados da Black Friday 2024, com faturamento de R$ 9,38 bilhões e crescimento do número de pedidos.
https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/black-friday-2024-fecha-com-r-94-bilhoes-arrecadados
UOL Economia — estudo sobre o uso de inteligência artificial como ferramenta de comparação de preços, validação de promoções e análise da confiabilidade das lojas durante a Black Friday 2026.
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/09/11/black-friday-ia-vira-auditor-de-precos-e-promocoes-para-consumidor.ghtm



